| Acordão |
Origem: STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Classe: RESP - RECURSO ESPECIAL - 414463 Processo: 200200186683 UF: PR Órgão Julgador: SEGUNDA TURMA Data da decisão: 18/03/2003 Documento: STJ000274011 |
| Fonte | DJ DATA:01/09/2006 PG:00237 |
| Relator(a) | FRANCIULLI NETTO |
| Decisão | Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator. Os Srs. Ministros João Otávio de Noronha, Francisco Peçanha Martins e Eliana Calmon votaram com o Sr. Ministro-Relator. |
| Ementa | PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DO PARANÁ. ALEGADA OFENSA AOS ARTIGOS 97, § 2º, E 108, I, II E IV, DO CTN. PRETENDIDA APLICAÇÃO DO INPC NO PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE FEVEREIRO E DEZEMBRO DE 1991 ÀS SUAS ANUIDADES. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELA CORTE DE ORIGEM, NÃO OBSTANTE A OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 211/STJ. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE ABRIGA FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS. NÃO INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO STF. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 126/STJ. Recurso especial interposto pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná ao fundamento de que deve ser aplicado, no período compreendido entre a extinção do MVR e a criação da UFIR, ou seja, de fevereiro a dezembro de 1991, o INPC (IBGE), no patamar de 294, 18%, na correção monetária dos valores das suas anuidades, em conformidade com o disposto na Resolução n. 297/96 do Conselho Federal de Farmácia. Ausência de prequestionamento da matéria. "Embora as teses suscitadas no especial tenham sido objeto de embargos declaratórios e o Tribunal tivesse afirmado, expressamente, que os dispositivos legais mencionados estariam prequestionados, verifico que, de fato, não houve prequestionamento, pois aquela Corte não emitiu juízo de valor sobre as questões, deixando de examinar as teses sob o ângulo enfocado no especial" (Ministra Eliana Calmon, REsp n. 379.646/RS, in DJ de 02.08.2002). Incidência da Súmula n. 211/STJ. É cediço que não é necessária menção a dispositivos legais para que se considere prequestionada uma matéria; basta que o tribunal expressamente se pronuncie sobre ela. In casu, porém, como se pode observar pela comparação entre o teor do acórdão proferido pelo Tribunal de origem e as razões recursais, da tese nestas apresentada sequer cogitou aquele, a despeito da oposição de embargos de declaração, razão pela qual deveria o recorrente ter interposto seu recurso sob alegação de violação ao artigo 535 do Código de Processo Civil. A Corte ordinária assentou a premissa de que é vedado aos Conselhos Profissionais majorar suas anuidades por meio de resolução, sob pena de afronta ao princípio da legalidade, inserido no artigo 150 da Carta Política. Sobreleva notar, assim, que o v. acórdão hostilizado abriga, também, fundamentos de índole constitucional. Ocorre, contudo, que o recorrente não cuidou de interpor o devido recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, de modo a incidir a jurisprudência sedimentada por meio da Súmula n. 126 deste Sodalício Recurso especial não conhecido. |
| Indexação | VEJA A EMENTA E DEMAIS INFORMAÇÕES. |
| Data Publicação | 01/09/2006 |
| Referência Legislativa | LEG:FED SUM:****** ***** SUM(STJ) SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA SUM:000126 LEG:FED CFB:****** ANO:1988 ***** CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 ART:00150 LEG:FED LEI:005869 ANO:1973 ***** CPC-73 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973 ART:00211 |
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