METODOLOGIA PARA O  ENSINO CONTÁBIL : O USO DE ARTIGOS TÉCNICOS.

 

 

                                           CARLOS ALBERTO SERRA NEGRA *

 

 

 

RESUMO

 

Este artigo tem a finalidade de sugerir a utilização de artigos técnicos e científicos como recurso metodológico no ensino de disciplinas do curso de Ciências Contábeis. É praticamente inexistente a pesquisa e produção textual própria do aluno em nossas faculdades. A chamada Iniciação Científica de alunos não passa de projetos que atendem uma minoria. Buscar novos recursos de ensino que possibilitem a pesquisa é dever de todo professor. O texto, dividido em partes,  traça primeiramente uma referência teórica da utilização de artigos sob a ótica da construção do conhecimento por ser esta uma das principais vertentes da atual pedagogia. Evidencia  a necessidade de pesquisa por parte de alunos e professores e como esta auxilia na formação profissional.  Permeando todo o trabalho há sugestões para seu emprego em sala de aula.

 

 

1 - INTRODUÇÃO

 

O objetivo deste trabalho é desenhar um roteiro teórico-prático do desafio de criar um espaço inovador no ensino universitário, principalmente para alunos do curso de Ciências Contábeis. Não se trata de uma visão pedagógica, embora a suponha e que nela esteja inserida, mas de apresentar um enfoque metodológico.

 

Os trabalhos escolares solicitados pelos professores de disciplinas do curso de Ciências Contábeis apresentam, quase sempre, duas falhas bastante graves: a primeira é que os alunos simplesmente copiam textos de livros e revistas; e a segunda é que os temas, na maioria das vezes escolhidos pelos próprios mestres, estão numa perspectiva do que acham ser importante, geralmente ultrapassados pelo tempo e sem nenhum espaço motivador para o aluno na sua elaboração.

 

A adoção de uma nova técnica pedagógica requer preparo por parte do professor; por sua vez a adoção de uma nova metodologia requer sua prática. Dessa forma, antes de solicitar algum trabalho a seus alunos, faça você mesmo !

 

Esta colocação encontra respaldo nas palavras de DEMO (1996a, p.15) quando diz que:

 

"professor é quem, tendo conquistado espaço acadêmico próprio através da produção, tem condições e bagagem para transmitir via ensino. Não se atribui a função de professor a alguém que não é basicamente pesquisador. Em vista disso, o termo professor é reservado para nível específico de amadurecimento acadêmico, geralmente catedrático, o titular, que já teria demonstrado capacidade de criação científica própria. Outras figuras fazem parte da cena: docentes, assistentes, leitores, monitores, etc., mas que não se dizem professores. No campo do 1o e 2o  graus não há obviamente "professores" , mas "instrutores" ( Leher, na Alemanha; Teacher, na Inglaterra, Maître, na França)".

 

Face as essas considerações já não satisfaz o ensino com informações ultrapassadas (aquelas que já não traduzem a realidade da vida). É preciso o estudo, a pesquisa, a análise e a inserção de novas metodologias para o ensino superior de Contabilidade. Dentre as múltiplas possibilidades metodológicas, escolhi uma que , ainda que em todos os seus aspectos não apresenta nenhuma novidade, é muito pouca difundida nos meios universitários. É a de inserir no contexto do ensino superior de Ciências Contábeis a elaboração de artigos técnicos-científicos por parte de alunos e professores.

 

Dessa forma, os temas por serem livres acabam sendo mola propulsora para a motivação e criatividade do aluno. Não há necessidade de repetir temas, pois mesmo que aluno e/ou pequenos grupos resolvam produzir temas já consagrados a produção será impar, única e a melhor fonte de avaliação que um professor pode ter.

 

Neste contexto competirá ao professor passar a metodologia de elaboração de artigos técnicos-científicos e acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos dos alunos, auxiliando-os, quando muito, na indicação de referencial teórico.

 

Devemos contar ainda  o ganho qualitativo das aulas. Professores que elaboram seus próprios textos - seus próprios artigos, conduzem os educandos a uma reflexão maior, uma aprendizagem maior, além de contribuir para processo de crítica e tomada de decisões no ambiente escolar.

 

 

2 - CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

 

Atualmente muito se tem discutido o baixo nível intelectual de estudantes universitários. Os Exames Nacionais de Cursos promovido pelo Ministério da Educação e Desporto - MEC nos anos de 1996 e 1997 tem revelado a média per capita de leitura de 2 livros/ano por estudante.

 

Fato este que além de constrangedor no meio acadêmico e social, traz conseqüências desastrosas ao processo de ensino-aprendizagem. Se estudantes não lêem, como conseguirão produzir trabalhos e pesquisas que consequentemente contribuem para a formação de novos conhecimentos ?

 

Devemos como educadores não ficar no ostracismo, na imobilidade, na discussão perene e eterna do problema, mas criar mecanismos que tornem possível a conjunção desses dois elementos importantes ao processo educacional : ler e produzir.

 

Entender as dificuldades e razões das falhas do nosso processo educacional, é buscar análise também,  nas condições de nosso alunos. Na concepção de INÁCIO FILHO (1995, p.10)

 

"o aluno aporta na universidade com conceitos deturpados e quase cristalizados, o que torna difícil trabalhá-los posto que o ensino anterior e, muitas vezes, mesmo o universitário passam-lhe uma concepção de ciência pronta, acabada e muito próxima daquela de certas seitas religiosas, que trabalham com dogmas que devem ser assimilados e repetidos como foram aprendidos. Dessa maneira nossos alunos não formam um espírito investigador, mas, ao contrário, tornam-se novos sacerdotes, pregadores do pouco que decoram na graduação."

 

Por sua vez, a maioria dos professores universitários não mantém um processo pessoal de educação continuada e acabam praticando um ensino defasado da realidade, incompatível com o estado atual da Ciência Contábil. Recursos didáticos, ou não estão disponíveis ou, quando existem, não são utilizados, quer por desinteresse, quer pelo fato de os professores de disciplinas de Contabilidade não possuírem formação adequada para utilizá-los.

 

Ao vivenciarmos o processo da construção do conhecimento, principalmente no ensino universitário, é importante o processo de pesquisa por parte de alunos e professores. Contamos para isso com os livros usuais de metodologia da pesquisa e científica. Neles encontramos a regulamentação para a obtenção do saber científico.

 

Entretanto, tais livros, porque tratam principalmente da pesquisa acadêmica voltada para a elaboração de projetos de pesquisas, monografias e teses, se envolvem mais com a catalogação e sistematização do conhecimento do que ensinar o como fazer. Verifiquem em tais livros quantos possuem referências específicas sobre a elaboração de artigos técnicos-científicos ? Quase nenhum !

 

Sabemos que se traçarmos uma hierarquia dos tipos existentes de trabalhos científicos os artigos não estão no topo da lista, mas nem por isso, são menos importantes. Há centenas de anos que as novas descobertas científicas, de qualquer área do conhecimento humano, são divulgados ineditamente através de artigos em revistas e outros periódicos, para depois se tornarem objetos de outros tipos de publicações científicas.

 

 

3 - ARCABOUÇO METODOLÓGICO

 

A primeira dificuldade encontrada por muitos professores universitários do curso de Ciências Contábeis é o desconhecimento, na íntegra,  de normas  Brasileiras referentes ao trato da documentação científica.

 

Dessa forma devemos inicialmente efetuar um estudo da normatização que regem a elaboração de artigos técnicos-científicos, para depois utilizá-lo como forma de ampliar os nossos conhecimentos e dos alunos, criando mais um instrumento de avaliação do processo escolar, que ao meu ver, é um dos mais eficazes.

 

A normalização de artigos técnicos encontra respaldo através da NBR 6022 de agosto de 1994 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.  Esta norma fixa as condições exigíveis para apresentação dos elementos que constituem o artigo. Destina-se, portanto, a autores e editores de periódicos de natureza técnico-científica. Para elaboração de artigo também é necessário a consulta de outros documentos normalizadores, como as NBR 6028 que trata de elaboração de resumos, da NBR 10520 que trata do processo de citação e da NBR 6023 que trata de referências bibliográficas.

 

Na práxis pedagógica este tipo de atividade poderá ser solicitada pelo professor na forma de elaboração individual ou coletiva (pequenos grupos) e com temas livres aos acadêmicos de qualquer disciplina.

 

Vale lembrar, entretanto,  que a criatividade dos alunos devem estar inseridas no texto e não na metodologia.  O professor deve ser rigoroso na cobrança metodológica.  Este é o melhor caminho para conseguirmos resultados  satisfatórios com a criação de textos pelo próprio aluno.

 

A solicitação aos alunos para elaborarem textos de autoria própria favorecem, sobremaneira, a nova abordagem didático-pedagógica da construção do conhecimento. Podemos enumerar as seguintes vantagens dessa produção:

 

-         O aluno sente-se mais a vontade e motivado quando é ele que escolhe o tema. Gostos, aptidões e interesses pessoais dos alunos nunca são levados em consideração no ambiente escolar.

 

-         A pesquisa que dará suporte ao artigo, independentemente de ser qualitativa ou quantitativa, pura ou de campo, favorece o aprendizado com maior eficiência do que outras metodologias empregadas no processo de ensino-aprendizagem.

 

-         A elaboração de artigos torna-se um ótimo exercício para a Iniciação Científica, tão em moda e,  até certo ponto,  inoperantes nos meios acadêmicos dos cursos superiores.

 

-         Permite ao aluno a visão interdisciplinar do conhecimento, uma vez que o caminho percorrido pela produção textual, fecha o círculo do processo do descobrir por conta própria : Pensar > Pesquisar > Ler > Analisar > Selecionar > Escrever > Pensar...

 

-         O produto final - o artigo, é uma concepção ímpar, acabando com os problemas gerados pelos instrumentos de "cola"  e "cópia" .

 

-         O artigo é um instrumento valioso no processo de avaliação escolar, tira a pressão psicológica das provas e favorece a ampliação dos fatores de medida da avaliação ( pesquisa, gramática, argumentação, concordância verbal, opiniões pessoais, síntese, etc.)

 

-         Permite trabalhar com uma gama muito maior de temas, quer do ponto de vista histórico, quer da técnica, quer dos aspectos teóricos de cada disciplina.

 

Quando bem sistematizado, a estrutura metodológica de artigos técnicos-científicos fornece a possibilidade de construção do conhecimento e análise de avaliação de desempenho do educando.

 

 

 

4 - PESQUISA E FORMAÇÃO PROFISSIONAL

 

A construção do conhecimento a partir do próprio esforço do aluno se dá principalmente pela pesquisa. Esta por sua vez não deve ficar restrita aos meios acadêmicos, mas extrapolar-se para o meio social e profissional.

 

A profissionalização em Contabilidade não se faz pela acumulação de conhecimentos, que nas faculdades se fragmentam em disciplinas em decorrência da visão racionalista de Kant e Decartes, mas pela renovação constante da prática social e empresarial. Não pretendo expor a filosofia de Kant ou Decartes, nem me julgo competente para fazê-lo. Quero apenas mostrar o grau de influência que ambos exerceram sobre o pensamento científico da atualidade.

 

Em qualquer processo educacional atual é preciso levar em consideração a crescente globalização dos mercados e também a evolução natural que isso implica: informações são criadas e descartadas numa velocidade surpreendente.

 

Dessa forma a qualidade da nossa profissão, que tem que acompanhar as mudanças avassaladoras do mundo globalizado,  está mais no método de sua permanente renovação da práxis, do que em resultados repetidos de livros e salas de aulas.

 

Do ponto de vista da formação profissional DEMO (1996b, p.69-71) enumera dentre outras as seguintes características do profissional moderno:

 

§         Pesquisa: no sentido de se interessar constantemente pelo conhecimento relativo à profissão, incluindo busca de informação, leitura seletiva e sistemática, acompanhamento das novidades, etc.

 

§         Atualização Permanente: através da participação de eventos socializadores do conhecimento, implicando pesquisa e elaboração própria.

 

§         Retorno a Universidade: será cada vez mais necessário que todo profissional volte ao ambiente universitário, com o objetivo de refazer as bases de sua competência, discutir o futuro de sua profissão, avaliar virtudes e vazios.

 

§         Auto-Avaliação: o primeiro passo da competência é o "desconfiômetro", ou seja: a capacidade de se questionar com sinceridade e modéstia.

 

§         Avaliação: para melhorar, é mister conhecer a situação, precisamente lançando mão de características inovadoras do conhecimento.

 

§         Visão Geral: exigência dos enfoques ditos integrados, mas sobretudo da formação geral, significa a capacidade de nunca perder a noção do conjunto.

 

§         Teorização das Práticas: a competência sempre renovada alimenta-se também da capacidade de colocar sob questionamento a prática, a rotina de trabalho e o ambiente diário do exercício profissional.

 

Fica bastante claro a concepção da importância de pesquisa, quer no ambiente acadêmico, como no ambiente profissional. O problema maior é que o processo de pesquisa está cercado de ritos,  dogmas  e no domínio de sofisticadas técnicas que parecem ser reservados a uns poucos iluminados.

 

Desmistificar a pesquisa profissional é comprar briga com muitos. Entretanto, não podemos nos dar ao luxo de ter uma minoria fazendo ciência, enquanto a maioria trabalha, outros dão aulas e alunos ficam copiando e repetindo o passado da história.

 

É preciso que haja uma intervenção urgente no ambiente de sala de aula, onde metodologias que favoreçam a aprendizagem, a construção do conhecimento e a profissionalização sejam incorporadas ao processo de ensino-aprendizagem.

 

É importante a implementação de uma metodologia capaz de despertar, nos alunos e professores, uma análise crítica do conhecimento contábil, das estruturas administrativas, dos problemas organizacionais, da comunidade e assim por diante.

 

Neste ponto de vista concorda também MARION & MARION (1998, p.7) refletindo sobre pesquisa e formação profissional em Contabilidade :

 

 

" Pergunta-se o porquê deste perfil profissional lançado no mercado. Este é mais um dado que demonstra o trajeto educativo pelo qual nossos alunos passaram, não motivou a criatividade, onde a atitude de pesquisa lhes fosse inoculada para que saíssem da condição de alunos e passassem à condição de professores, emancipados, construtores e gerenciadores do seu próprio saber, capazes de ter idéias e projetos próprios, conquistando novos espaços no mercado de trabalho.

 

Sentimo-nos envergonhados, pois este perfil é formado por nós. São profissionais que não salvam, não melhoram as empresas. Não as tornam mais fortes e competitivas. Na verdade, este tipo de serviço prestado nem poderia ser chamado de Contabilidade. Em nada este tipo de serviço agrega valores."

 

 

Vemos que na condição de professores e de formadores de profissionais contábeis temos que alavancar metodologias significativas para o ensino contábil.

 

Assim, além de utilizarmos artigos técnicos como recurso metodológico de ensino, devemos pesquisar, insistentemente,  outras alternativas de ensino.

 

Devemos procurar práticas pedagógicas inovadoras e, logicamente, repassar nossas descobertas aos nosso colegas de profissão, contadores e educadores,  através de elaboração e publicação de artigos.

 

5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

É muito difícil de não associar avaliação, pesquisa, conhecimento e didática no processo de ensino-aprendizagem. A maioria das práticas pedagógicas ora recaem sobre um ou mais desses aspectos, ora por outros. Mecanismos de fácil avaliação acabam não sendo indicadores confiáveis da efetiva aprendizagem; aulas agradáveis muitas vezes não favorecem ao conhecimento; pesquisas feitas a "toque de caixa" e sem respaldo metodológico caem no vazio;  a falta de motivação do aluno acaba passando para o próprio professor, e assim por diante. A elaboração de artigos técnicos-científicos é uma das poucas práticas que podemos utilizar, até mesmo do ponto de vista pedagógico, que favorece a integração de todos os fatores acima mencionado.

 

Acredito que se todos os professores dominarem os aspectos metodológicos da normatização de elaboração de artigos, não tardarão em utilizá-lo em sala de aula, para benefício próprio e  de seus alunos.

 

Entendo perfeitamente que as limitações do emprego desta metodologia está associada diretamente ao despreparo, por parte do corpo docente, não só no conhecimento metodológico de elaboração de artigos, mas também porque os mesmos não vem produzindo absolutamente nada !. Fica difícil para o professor a atitude de "fazem o que mando, e não fazem o que faço". Se o próprio professor não produz seus textos, como exigir que seus alunos o façam ?

 

Além do mais, no ensino de disciplinas de natureza técnica do curso de Ciências Contábeis sobra pouco espaço e tempo para tratar do novo, do inovador, dos modismos e do inédito. Assuntos desta natureza ficam relegados a terceiro plano e quase nunca são tratados. A prática da pesquisa e elaboração de artigos, realizados por conta própria do aluno supre essa deficiência do nosso sistema de ensino.

 

De acordo com DRUCKER (1993, p.35) entramos na era do conhecimento ou em terminologia própria dele na sociedade do conhecimento, por isso, nada mais natural supor e sonhar que, num futuro não muito distante, estaremos editando revistas científicas com artigos exclusivos do corpo docente e discente de cada curso de Ciências Contábeis deste país.

 

 

5 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

1.      DEMO, Pedro. Pesquisa : Princípio Científico e Educativo. 4a ed., São Paulo: Cortez,            1996a.

 

2.      ___________. Educar pela Pesquisa. Campinas: Autores Associados, 1996b.

 

 

3.      DRUCKER, Peter. Post-capitalist society. New York: Haper Collins, 1993.

 

4.      INÁCIO FILHO, Geraldo. A Monografia na Universidade. Campinas: Papirus, 1995.

 

5.      MARION, J. Carlos & MARION, Márcia M. Costa. A importância da Pesquisa no

            Ensino da Contabilidade. São Paulo: Artigo não publicado, 1998.

 

 

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Contador, Professor e Coordenador do Curso de Ciências Contábeis do UnilesteMG

Membro da Academia Mineira de Ciências Contábeis

 

 

 

 

ARTIGO PUBLICADO – REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

 

SERRA NEGRA, Carlos Alberto. Metodologia para o ensino Contábil: O uso de artigos

     técnicos. Revista Brasileira de Contabilidade. Brasília: n.117, Maio/Junho de 1999.

     p.71-75.

 

SERRA NEGRA, Carlos Alberto. Metodologia para o ensino Contábil: O uso de artigos

     técnicos. Revista de Contabilidade do CRCRS. Porto Alegre: Maio 1999, p.43-48.

 

 

SERRA NEGRA, Carlos Alberto. Metodologia para o ensino Contábil. O uso de artigos

      técnicos. Contabilidade Vista & Revista. Belo Horizonte: v.10,n.1, mar.1999, p.13-17.

 

SERRA NEGRA, Carlos Alberto. Metodologia para o ensino Contábil: O uso de artigos

      técnicos. Boletim Mapa Etécnico Fiscal. Belo Horizonte: n.1123, Setembro/99,

      p.167-169.