Simples Nacional: Simulador ajuda empresário a calcular imposto.


A implantação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa tem suscitado muitas dúvidas entre os empresários, principalmente sobre assuntos do campo tributário. Eles têm dúvidas sobre a transição do Simples Federal para o Simples Nacional, quais tributos serão pagos e de que forma são algumas das perguntas mais freqüentes que chegam até os consultores do Sebrae em São Paulo.


Para responder estas e outras dúvidas a Instituição criou um simulador comparativo de tributos que auxilia os empresários e áreas envolvidas com a nova lei. Com essas simulações fica mais simples reestruturar o planejamento tributário da empresa.“O desconhecimento da Lei Geral pode levar a interpretações equivocadas, mas para 95% dos casos vale a pena aderir ao Simples Nacional”, afirma Júlio Durante, consultor tributário do Sebrae/SP. “O simulador orienta o empresário e o profissional da contabilidade a elaborar um estudo de planejamento tributário”, explica Durante.


Para se ter um exemplo de quanto a vida do empresário pode mudar a partir de 1º de julho, uma microempresa com faturamento mensal de R$ 10 mil, folha de salário de R$ 600 e pró-labore de R$ 1 mil por mês no Simples Federal pagava R$ 4,5 mil de tributos. Com a implantação do Simples Nacional o valor fica em R$ 3.025,00 ao ano. Numa outra simulação a empresa que agrega comércio e prestação de serviços, com faturamento mensal do comércio de R$ 7 mil e de prestação de serviços de R$ 3 mil, paga R$ 6.750,00 em tributos. Com o Simples Nacional este valor reduzirá para R$ 3.750.


Outro benefício da Lei Geral é que empresas de alguns segmentos que não podiam participar do Simples Federal agora terão a possibilidade de optar pelo Simples Nacional, como as escolas de cursos livres, escritórios de contabilidade, empresas de construção civil e empresas de serviço de vigilância e segurança. Na maioria dos casos, existe uma redução significativa da carga tributária, pois além dos tributos federais e ISS, a alíquota do INSS será reduzida para 20% do total da folha de pagamento. Hoje esse valor é de no mínimo de 25,8% dessa folha.


“Estamos convictos de que a Lei Geral vai não apenas reduzir a carga tributária, como tornar a vida do empresariado muito mais simples, além de estimular a abertura de novos negócios e criar mais empregos”, afirma o superintendente do Sebrae em São Paulo, Ricardo Tortorella.

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